sábado, 15 de outubro de 2011

DESCONSTRUÇÃO DO DESENVOLVIMENTO. AFINAL, O QUE É DESENVOLMINTO?

Este ensaio busca propor uma reflexão aprofundada a cerca do desenvolvimento e diversas visões que o cercam. Polemizarei a visão preponderante econômica utilizada ao longo do séculos XX por diversos economistas, FMI, B.M e CEPAL. Tomarei por base diferentes autores que buscam construir o termo desenvolvimento. Em seguida, farei uma reflexão de como o Estado pode contribuir para o desenvolvimento, tomando por base não somente a economia, mas o desenvolvimento sustentável, político, humano, social, cultural e afastado do etnocentrismo que obscurece as teorias do desenvolvimento tradicionais.

Desenvolvimento como um problema conceitual


O termo desenvolvimento traz consigo diversas questões. Abordar desenvolvimento significa abordar uma gama de visões teóricas, políticas e até ideológicas. Desenvolvimento vai além do senso comum, senso comum este que foi disseminado por uma maioria de teorias específicas adotadas pelos ramos da comunicação e do conhecimento, que trazem consigo a economia como fator preponderante para desenvolvimento. Implicando que, desenvolver é crescer economicamente, possuir um alto PIB per capita. Ou de outro modo, crescer seria tornar-se uma grande economia capitalista mundial, no nível dos EUA e dos países hoje membros U.E. Esta mesma visão de desenvolvimento adotado pelo senso comum implica que Estados desenvolvidos são aqueles Estados industrializados cujo capitalismo se encontra em estágio avançado, estes mesmos, percursores da industrialização no mundo e pertencentes ao norte-oeste do globo. Portanto, dividiu-se o mundo em: desenvolvidos, subdesenvolvidos (em desenvolvimento, terceiro mundo, do sul...). Deste modo, Europa e Estados Unidos são vistos como os maiores exemplos de países desenvolvidos do globo. Ou seja, os fatores econômicos são os fatores determinantes para designar país desenvolvido e não desenvolvido.

Tendo em vista o trabalho de John Martinussen sobre os estudos do desenvolvimento pode-se afirmar que esta visão de desenvolvimento é uma entre tantas outras, de certo modo atualmente até superada e mantida somente por um grupo de economistas neoclássicos – visão utilizada pelo FMI e Banco Mundial. Tal teoria foi preponderante ao longo dos últimos anos do século XX, no entanto sabe-se atualmente que é necessário abordar desenvolvimento não somente como fatores econômicos, mas incorporar fatores socioculturais, políticos e humanitários, o último como proposto pela ONU.

Martinussen também propõe uma reflexão sobre a existência do chamado “terceiro mundo”, seria válido incorporar em um mesmo grupo países como Brasil e Uganda? Desse modo vê-se um grande problema da generalização. Pode-se encontrar problemas semelhantes entre Brasil e Uganda, todavia compará-los como semelhantes é um grande problema. Assim, deve-se possuir grande cuidado ao utilizar tamanho termo.

Schumpeter propõe diferenciar desenvolvimento de crescimento econômico. Para ele, crescimento é a “gradual extensão dos aparatos de capital e do aumento da produção”. Já o desenvolvimento ocorreria quando houvesse inovação técnica, novos produtos ou novos meios de organizações produtivas. Para ele, a visão clássica de acumulação por parte dos capitalistas como fator preponderante para economia foi quebrada. Para ele, o crescimento era direcionado pelas inovações técnicas em conjunto com empresários mobilizados pelo crédito em um sistema econômico como um todo.

A partir dos anos 90 as visões mais modernas de desenvolvimento foram aos poucos se desprendendo da economia e da construção de uma grande sociedade capitalista para agregar o desenvolvimento humano e o bem estar. Esta nova visão foi introduzida por economistas como Amartya Sen (Nobel de economia em 1998), Paul Streeten, Mahbub ul Haq (ECOSOC, UNDP) e outros. De acordo com estes economistas, um aumento na renda deveria servir como meio de aprimoramento do bem estar humano, não como um fim em si mesmo. O desenvolvimento do bem estar humano seria o objetivo primordial. Para isso, deveria haver crescimento como precondição para o desenvolvimento, mas não a única. Outros indicares para desenvolvimento seriam: educação, expectativa de vida, liberdade política, direitos humanos e saúde. Destaca-se o Relatório do Desenvolvimento Humano de 1990.


Implementação do Desenvolvimento

Os economistas clássicos e liberais como Adam Smith teorizavam um modelo de Estado mínimo que de certo modo tentou-se ser aplicado em sociedades por alguns políticos; contudo, de acordo como alguns economistas como Karl Polanyi, tal sociedade de Estado mínimo dirigida pelo mercado seria uma utopia. O Estado deveria fazer uma política para o mercado. De acordo com ele, não deveria se adotar uma só visão de capitalismo, pois no mundo existiam diversos tipos de capitalismos que se adequariam a diversos lugares do mundo, afastando um pouco o etnocentrismo da economia.

O economista que marcou fortemente a relação entre Estado e economia foi J.M Keynes, que no início do século XX fez um estudo sobre o desemprego na Europa e se afastou dos modelos clássicos de economia. Para ele o Estado deveria impulsionar a economia e os gastos públicos serviriam como um modelo anticíclico. Tal estudo de Keynes seria uma afronta às teorias liberais de Estado mínimo, onde o mercado atuaria como condutor da economia. Os problemas dos modelos econômicos clássicos se confirmaram após a crise de 1929 nos EUA, fazendo com que muitos Estados, como os próprios EUA (New Deal sob Roosevelt) e Europa adotassem políticas coerentes com a visão de Keynes. Iniciou-se um modelo de Estado mais interventor que se manteve até os anos 50.

Já no Brasil, assim como em outros países da América Latina, o desenvolvimento como um projeto de Estado foi iniciado nos anos 30 (Governo Vargas no Brasil), que já passou a criar empresas estatais de bens de capital e a incentivar a industrialização em detrimento das elites rurais. Passou-se a dar mais importância para um capitalismo industrial que um agrário exportador. Iniciou-se os planos econômicos e a substituição da importação teorizada pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina) e por economistas estruturalistas como o argentino Raul Prebisch e o brasileiro Celso Furtado, que viam o mundo dividido entre “centro” e “periferia”. Nesse modelo o Estado seria mais interventor e criaria políticas comerciais tarifarias que barrariam a entrada de produtos industrializados/indústrias vindos do exterior para dar lugar a uma indústria nacional nascente, o mercado interno seria de maior importância. Para economistas como Furtado o desenvolvimento não era um processo evolutivo natural e poderia ocorrer a qualquer momento. O subdesenvolvimento era “um processo particular, resultante da penetração de empresas capitalistas modernas em estruturas arcaicas”, além de não ser um processo homogêneo.

Como se vê, todas essas tentativas de se introduzir um “desenvolvimento” a partir do Estado e as vertentes latino-americanas utilizavam-se da visão econômica de desenvolvimento. Tais visões focavam-se em um objetivo primordial de desenvolvimento como uma economia capitalista tradicional, focada na produção, consumo e no mercado. Tanto Polanyi, quando Keynes e os estruturalistas cepalinos tinham uma visão econômica e essencialmente capitalista de desenvolvimento, como já criticada acima.

Para se contrapor a essa visão estritamente economicista e apresentar uma nova forma de se enxergar o desenvolvimento, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso no fim dos anos 60 passou a elaborar uma visão sociológica do desenvolvimento. Na obra de Fernando Henrique destaca-se a questão da dependência (oligarquias) na sociedade que obstruíam o desenvolvimento econômico. Em sua obra fez questão de criticar diretamente o papel da CEPAL como estritamente economicista e incompleta para realizar um estudo sobre desenvolvimento, sendo imprescindível uma visão social do que seria desenvolvimento. Fernando Henrique inova ao inserir o papel sociopolítico de desenvolvimento.


Desenvolvimento Humano e Multidimensional


Um Estado considerado subdesenvolvido no continente africano ou asiático não diferencia-se qualitativamente de um Estado europeu ou americano. Deve-se ficar atento ao se utilizar o termo “desenvolvimento”. Que desenvolvimento se pretende afirmar? Econômico? Político? De direitos? Culturais? Desenvolvimento pode-se referir a uma magnitude de coisas.

Sabe-se que se referir a uma sociedade inteiramente só por sua economia é uma forma falha de se referir a ela. A economia é somente um dentre vários fatores que descrevem um Estado ou sociedade específica. Nesse modo, a antropologia entra como fator determinante ao ver a sociedade. Pois, o desenvolvimento que costuma ser pregado, em todos os aspectos, até mesmo o humano da ONU, é tomado por uma visão ocidental de mundo, logo etnocêntrico. Precisa-se saber até onde uma sociedade quer se desenvolver. Todas as culturas e formas sociais de vida são iguais, e nenhuma está encarregada de definir o que é desenvolvimento para outras sociedades. Assim, um Estado árabe sabe muito bem o que é desenvolvimento para si, um Estado latino-americano também, assim como um Estado africano sabe quais são os problemas que pode superar. A Primavera Árabe pode ser um exemplo de como um povo resolve superar obstáculos em prol de um desenvolvimento a partir de si mesmo, e sem a ajuda de outros Estados, nesse caso, um desenvolvimento político, que visava uma sociedade árabe mais democrática. Ou seja, desenvolvimento sob suas próprias perspectivas.


Bibliografia


MARTINUSSEN, J. State, Market and Society. Londres/Nova Iorque, Zed Books, 2005.

POLANYI, Karl. A Grande Transformação. As origens de nossa época. Editora Campus/Elsevier, 200.

PREBISCH, R. “O desenvolvimento da América Latina e alguns de seus problemas principais” e FURTADO, C. Desenvolvimento e Subdesenvolvimento. In: BIELSCHOWSKY, Ricardo, Cinquenta anos do pensamento na CEPAL. Rio de Janeiro e São Paulo, Ed. Record, 2000

CARDOSO, F.H & FALETTO, E. Dependência e desenvolvimento na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Não me procures mais, assim será melhor, meu bem. Deixe-me sozinho, porque assim eu viverei em paz.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Perseu e Medusa (Divagação)

Parece-me que nada é real por lá
Parece-me que no fundo ainda vivo num resto do que já foi minha felicidade instantânea e ofensiva
Perseu matou a medusa porque entrou de costas no labirinto
Pois é, é muito mais fácil se ferrar entrando na ofensiva
Sou ofensivo
Excêntrico
Assim, você vira estátua e fica parado na porta
Porque cai na maldição do primeiro instante
Tem quem entre na ofensiva e se dá bem, mas esses são os cegos
Ou aqueles equilibrados que se garantem
A fábula nem sempre pode ser levada ao pé da letra
Mas é uma ótima metáfora
É bom ser defensivo de vez em quando
Afinal de contas.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

The Gift (Trecho) - Velvet Underground

A música que mais fielmente pode representar os meus sentimentos do momento. Basta trocar os nomes dos personagens e uma palavra ou outra. De qualquer forma, esta música me deu inspiração para reescrevê-la em português com uma mudancinha ou outra na postagem de 6 de Julho de 2009 no meu blog http://pascholatti.blogspot.com/2009/07/o-brilhante-presente-de-aldo.html .

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But lately Waldo had begun to worry. He had trouble sleeping at night and when
he did, he had horrible dreams. He lay awake at night, tossing and turning
underneath his pleated quilt protector, tears welling in his eyes as he
pictured Marsha, her sworn vows overcome by liquor and the smooth soothing of
some neanderthal, finally submitting to the final caresses of sexual oblivion.
It was more than the human mind could bear.

Visions of Marsha's faithlessness haunted him. Daytime fantasies of sexual
abandon permeated his thoughts. And the thing was, they wouldn't understand how
she really was. He, Waldo, alone understood this. He had intuitively grasped
every nook and cranny of her psyche. He had made her smile. She needed him, and
he wasn't there (Awww...).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Helplessness Blues

Música recém lançada pela banda Fleet Foxes, do álbum novo, ainda não lançado, previsto para 05/2011. Umas das canções mais lindas que já ouvi, sendo que a conheço por apenas dois dias. Para quem não conhece Fleet Foxes, vale a pena ouvir!


Segue a música:


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I was raised up believing
I was somehow unique
Like a snowflake distinct among snowflakes
Unique in each way you can see

And now after some thinking
I'd say I'd rather be
A functioning cog in some great machinery
Serving something beyond me

But I don't, I don't know what that will be
I'll get back to you someday soon you will see

What's my name, what's my station
Oh just tell me what I should do
I don't need to be kind to the armies of night
That would do such injustice to you

Or bow down and be grateful
And say "Sure take all that you see"
To the men who move only in dimly-lit halls
And determine my future for me

And I don't, I don't know who to believe
I'll get back to you someday soon you will see

If I know only one thing
It's that every thing that I see
Of the world outside is so inconceivable
Often I barely can speak

Yeah I'm tongue tied and dizzy
And I can't keep it to myself
What good is it to sing helplessness blues?
Why should I wait for anyone else?

And I know, I know you will keep me on the shelf
I'll come back to you someday soon myself

If I had an orchard
I'd work till I'm raw
If i had an orchard
I'd work till I'm sore

And you would wait tables
And soon run the store

Gold hair in the sunlight
My light in the dawn
If I had an orchard
I'd work till I'm sore

If I had an orchard
I'd work till I'm sore

Someday I'll be
Like the man on the screen

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As últimas horas duma curta vida

Ecco qui
Un testo
Sobre o fim que me encontro

...

-Está no fim mesmo! Nos últimos suspiros, os amigos e parentes já nem vão mais visitá-lo.
-Que horror, você já cogitou... nele... você sabe... o enfermo não merece continuar sofrendo tanto.
-Eu não tenho coragem de acelerar o processo, por amor à vida.
-E de que vale a vida assim? Sem tomar banho sozinho, sem poder jogar uma bola, sem tomar uma breja com os amigos, sem trepar. Só hospital e comida sem sal...
-A esperança de que no final, ainda possa haver uma recuperação, um último sorriso nessa agoniante vida. Sabe... os sentimentos dizem algo, a cabeça outra... é complicado... já sofreu tanto, mas é difícil optar pela eutanásia.
-É, vai ver descobrem a cura pra um namoro arruinado...

...

Agradecimento especial ao Matheus. Blogueiro, escritor e uma pessoa sensacional.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Noir Désir - L'europe



Do álbum: Des visages des figures.

Les sangliers sont tachés.
Je répète:
Les sangliers sont tachés.

Les petits patrons font les grandes rivières
De diamant.
Deux fois.

Les roses de l'Europe sont le festin de Satan.
Je répète:
Les roses de l'Europe sont le festin de Satan.

Nous travaillons actuellement pour l'Europe.
Nous travaillons actuellement pour l'Europe.
Nous travaillons actuellement pour l'Europe.
Nous travaillons actuellement pour l'Europe.
Voire pour le monde.

Chère vieille Europe, cher vieux continent, putain autoritaire,
Aristocrate et libertaire, bourgeoise et ouvrière,
Pourpre et pomponnée des grands siècles et colosses titubants.
Regarde tes épaules voûtées,
Pas moyen d'épousseter d'un seul geste, d'un seul,
Les vieilles pellicules, les peaux mortes d'hier et tabula rasa...
D'ici on pourrait croire à de la pourriture noble et en suspension.
Il flotte encore dans l'air de cette odeur de soufre.

Sale vieille Europe, celle qui entre deux guerres
Et même encore pendant caressait pour son bien
Le ventre des pays de ses lointains ailleurs
Et la bite à lamain arrosait de son sperme les sexes autochtones.

On se relève de ça ?
On se relève de tout même des chutes sans fond.

Nous avons su monter nous avons su descendre,
Nous pouvons arrêter et nous pouvons reprendre...
Europe des lumières ou alors des ténèbres;
À peine des lucioles dans les théàtres d'ombre.
A peine une étincelle dans la nuit qui s'installe
Et puis se ressaisit, et puis l'aube nouvelle,
Après les crimes d'enfance,
Les erreurs de jeunesse on n'arrache plus les ailes des libellules d'or.

Nous travaillons actuellement pour l'Europe.
Voire pour le monde.

Àmnistie, amnistie ou alors amnésie,
Qu'est ce que vous voulez que ça foute,
De toutes façons il fautbien avancer,
Pressons l'pas camarade
Et puis réalisons réalisons,
Il en restera toujours quelque chose allez !
Matérialiste alors ça fait qu'au moins
On est sûr de n'pas se tromper,
Et du tangible alors jusqu'à l'indigestion,
Du rationnel alors et jusqu'à en crever,
Des logiques implacables mais toujours pas de sens...
Eh princesse de l'Histoire dans sa marche forcée,
On finit par se perdre en passant sous tes arches multiséculaires.

Voire pour le monde.
Nous travaillons actuellement pour l'Europe.

On,est passé de tes arcanes passées,
Passé de tes arcanes passées,
On est passé de tes arcanes passées,
Aux charmes technocrates...
Alors l'Europe alors l'Europe alors l'Europe alors.
Bruxelles, Schengen, Strasbourg, Maastricht, PIB,
PIB, CEE, Euratom, OCDE et GATT.
Protégez-nous marché de cet AMI commun d'un monde si petit.

Euromonnaie unique, Nasdaq et CAC 40, orgiaque,
Idyllique, faites de la poésie, soutenez la culture,
Produisez du spectacle et de l'entertainment
Comme on dit chez nos frères d'outre-Atlantique
Et toc anciens Européens, nouveaux maîtres du monde
Pendant que le dragon asiatique rêve,
Fait ses étirements, il est beau et puissant,
Crache du feu gentiment.

Pendant qu'Ernest Antoine Seillière fait son apparition
Et nous déclare sa flamme il nous aime et nous dit:
" Nous ne sommes pas comme les politiques soumis à la pression de ta rue "
Et on entend au loin résonner les clameurs de la foule,
Les beaux mouvements d'ensemble,
Les défilés glorieux et puis la lutte des classes.
Et maintenant c'est sérieux, eh bébé, c'est sérieux,
On ne croit plus en rien,
Nous montons de toutes pièces ce business et Basta,
On chevauche pas pégase ça c'était pour l'extase
Et l'extase c'est fini.
Extension, expansion si possible,
Mais pas de rêve à porter seulement des dynamiques.
D'abord la thune, bébé et le resesuivra et le reste viendra
C'est ce qu'on dit je crois en cette époque là bénie des glabophages.

Chère vieille Europe, ta tête connaît à peine tes jambes
Qui souvent ne comprennent pas tes bras
Comment ça marche encore déjà.
Comment ça marche un corps étranger à son corps
On n'sait pas on s'en fout on s'embrasse quand même et puis on a raison.

Sale vieille Europe, te souviens-tu de la force brutale,
Occident mal luné, guerre brûlante, guerre froide,
Et enfin de guerre lasse et enfin de guerre lasse.

Nous travaillons actuellement pour l'Europe.

En veux-tu en voilà des écoles de la performance
Et voilà des patrons créateurs du Global business dialogue
Ou Electronic commerce pour s'asseoir en gloussant
Sur toutes les exceptions à commencer par ce truc machin culturel.

Histoires de producteurs et de consommateurs,
Du producteur au consommateur,
Du producteur au consommateur,
Et des intermédiaires à plus savoir qu'en foutre,
Toute ton âme s'est usée sur ce chemin sans fin
Et sur ce va et vient, viens on y va, nous aussi,profiter, pas de raison,
Après tout ça ira, on n'en aura pour tout le monde,
Y'en aura pour tout le monde,
On a dit pour tout le monde,
Pour tout le monde,
Pour tout l'monde et mon cul !

A quelle hauteur vas-tu ériger tes remparts ?
Où vas-tu repousser tes nouveaux murs d'enceinte ?
Quelque chose est resté en travers de la gorge
Et nous voulons cracher c'est la moindre des choses
Mais vous pouvez, madame, vous adressez à nous
Car tout n'est pas perdu non tout n'est pas perdu de vos mythes d'aurore
Ici le soleil brille pour tous et on y croit.

Nous travaillons actuellement pour l'Europe.
Voire pour le monde.

Quelque chose est resté en travers de la gorge
Et nous voulons cracher c'est la moindre des choses
Mais vous pouvez, madame, vous adressez à nous
Car tout n'est pas perdu non tout n'est pas perdu de vos mythes d'aurore
Ici le soleil brille pour tous et on y croit.

La vérole sur vos gueules.
Je répète:
La vérole sur vos gueules.
Les soupirs de la sainte et les cris de la fée ne sont
Plus entendus au banquet des banquiers.
Une fois.
La marmite de l'ermite remplie de rubis.
Je répète:
La marmite de l'ermite est remplie tle rubis.

La vieille Europe est la maquerelle des ballets roses.
Deux fois.
Quand les sirènes se taisent, les rapaces geutent.
Je répète
Quand les sirènes se taisent, les rapaces gueulent.
Le rouge et le naît des tortures sont les fleurs du mal.
Je répète
Le rouge et le naît des tortures sont les fleurs du mal.
Le jour de l'Occident est la nuit de l'Orient.
Deux fois.
Le jour del'Occident est la nuit de L'Orient.
Je ne suis pas chauvine
Mais la France est quand même la reine des fromages.
Tryphon Tournesol est un zouave.
Six fois.

Le sang versé est la tasse de thé des géants de la foire.
Deux fois.
Il pleut des cordes sur la Concorde.
Il pleut des cordes sur la Concorde.
Les petites filles modèles sont les élues de l'Europe.
Je répète:
Les petites filles modèles sont les élues de l'Europe.
Merde à la sûreté.
Deux fois.
La folie des grandeurs tue les merles moqueurs.
Je répète:
La folie des grandeurs tue les merles moqueurs.
Deux fois.
Si vous ne trouvez plus rien a cherchez autre chose.

Paix en Suisse.
Je répète:
Paix en Suisse.
Les noces de sang incendient l'horizon
Deux fois.
Le rimel de l'Europe coule sur les plastrons
Deux fois.

La vie commence maintenant,
Et maintenant, et maintenant.

L'europe est une petite déesse mortelle.
Deux fois.

L'enfance de l'art est un lever de soleil.
Je répète :
L'enfance de l'art est un lever de soleil.

Nous travaillons actuellement pour l'Europe ...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Beach Boys - I Just Wasn't Made For These Times



I keep looking for a place to fit
Where I can speak my mind
I've been trying hard to find the people
That I won't leave behind

They say I got brains
But they ain't doing me no good
I wish they could

Each time things start to happen again
I think I got something good goin' for myself
But what goes wrong

Sometimes I feel very sad
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)

I guess I just wasn't made for these times

Every time I get the inspiration
To go change things around
No one wants to help me look for places
Where new things might be found

Where can I turn when my fair weather friends cop out
What's it all about

Each time things start to happen again
I think I got something good goin' for myself
But what goes wrong

Sometimes I feel very sad
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)

I guess I just wasn't made for these times
I guess I just wasn't made for these times
I guess I just wasn't made for these times
I guess I just wasn't made for these times
I guess I just wasn't made for these times
I guess I just wasn't made for these times


domingo, 25 de abril de 2010

Crise é o nosso negócio (Our brand is crisis) – Rachel Boynton

Escrito por mim para aula de Ciência Política para Relações Internacionais, ministrada pela Professora Doutora Maria Hermínia Tavares de Almeida na Universidade de São Paulo.

O documentário mostra perfeitamente a disputa por um cargo político em um país de regime democrático, no caso, a Bolívia em suas eleições de 2002. Tem-se uma aliança entre política e marketing para reeleger o ex-presidente e candidato Gonzales Sánchez de Lozada “Goni”, depois de 5 anos do término de seu primeiro mandato. Para disputa haviam três candidatos potenciais, entre eles: Evo Morales, Goni e Manfred. Goni, para reformar sua imagem de ex-presidente, que deixou seu cargo em 1997 com uma reputação nada satisfatória, contratou a empresa Greenberg Carville Shrum, especializada em consultoria de marketing.

Os consultores conseguiram reformar sua imagem, promoveram propagandas negativas de seus opositores, utilizaram a opinião pública, sem se prenderem no que de fato seria melhor para o povo. Goni foi reeleito por maioria simples, isso significa que todo o restante dos eleitores, que não votaram nele não o queriam na presidência, mostrando que apenas uma minoria compactuava com sua posse (a eleição foi acirrada, os três candidatos receberam uma porcentagem próxima de votos, com Goni ganhando por uma diferença de menos de 5%).

Após a posse e os primeiros meses de mandato, a população insatisfeita com as ações de Goni realizou diversas passeatas (resultando em mortes e repressão) que exigiam políticas de acordo com seus desejos, além duma reforma constituinte. O repudio às ações de Goni jamais fora tão grande, como o aumento de impostos, a privatização de empresas ou com a exploração estrangeira de recursos naturais bolivianos, a exemplo do gás natural. Goni pouco fez para ouvi-los, e após alta pressão, renunciou ao cargo de presidente, deixando a Bolívia em estado caótico. No final, todo marketing usado por Goni mostrou-se ineficaz para mantê-lo no poder.

Devem ser analisados e revistos pelos tribunais eleitorais de cada país se há ética e eficácia por parte dos candidatos na disputa pelos cargos, com o uso indiscriminado do marketing. O papel desse é essencial em regular as disputas e evitar a manipulação da opinião pública com fraca cultura política, desinformada e passível de manipulação. Além de moralizar a disputa, punir, dizer o que deve ou não ser feito, até onde podem chegar os marqueteiros sem deturpar a disputa.

O sistema eleitoral de maioria simples influenciou nos problemas bolivianos. Se talvez houvesse um sistema de dois turnos, um candidato mais apto a representar a vontade popular poderia ter sido eleito, sem que houvesse tanta violência, atos e passeatas que terminassem na morte de diversos cidadãos e na abdicação de Goni. O marketing pode promover o candidato ao poder, mas não garantirá sua permanência no cargo disputado, não fará aceito seu projeto de governo, ou sua ideologia, pelo povo, que é soberano. É essencial que o governante represente o povo e um sistema eleitoral eficiente garanta essa representação da forma mais fiel. O governante que não representa seu povo (como foi o caso de Goni), acaba não tendo legitimidade, e pode não governar de forma eficaz, sendo eventualmente obrigado a abdicar de seu cargo.

São tocados vários pontos que concernem a democracia representativa, as disputas pelo poder, os problemas do sistema eleitoral escolhido, a dificuldade para governar de um presidente que não representa bem seu povo, a (não)aceitação e (não)legitimidade desse, mesmo nos países com fraca cultura política, educação frágil e em alta crise. Sobretudo, este documentário também mostra como o marketing preponderante de um candidato pode alterar no resultado das eleições, causando um final infeliz para todos.

"Again, men have no pleasure (but on the contrary a great deal of grief) in keeping company where there is no power able to overawe them all. For every man looketh that his companion should value him at the same rate he sets upon himself, and upon all signs of contempt or undervaluing naturally endeavours, as far as he dares (which amongst them that have no common power to keep them in quiet is far enough to make them destroy each other), to extort a greater value from his contemners, by damage; and from others, by the example.

So that in the nature of man, we find three principal causes of quarrel. First, competition; secondly, diffidence; thirdly, glory."


Thomas Hobbes

terça-feira, 6 de abril de 2010

Que merda é poesia?

Eu não sei o que é poesia
Como não sei ler poesia
Da mesma forma que não sei interpretar poesia
E não entendo nada de poesia
Como também não ser escrever poesias...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Na Ilha de Lia, no barco de Rosa

Um poema dedicado a mim pela Camila, em resposta ao tópico, "Carinhoso" de 04/10/09

Não sei enquanto ao autor, mas achei maravilhoso, é a melhor resposta para tal postagem... Obrigado Camila, de novo, como sempre!

Na Ilha de Lia, no barco de Rosa.

Quando adormecia na ilha de Lia, meu Deus.
Eu só vivia a sonhar
Que passava ao largo no barco de Rosa e
Queria aquela ilha abordar
Pra dormir com Lia que via que eu ia sonhar
Dentro do barco de Rosa
[...]
Era uma armadilha de Lia com Rosa com Lia
Eu não podia escapar
Girava num barco num lago no centro da ilha
Num moinho do mar
Era estar com Rosa nos braços de Lia
Era Lia com balanço de Rosa
Era tão real, era devaneio
Era meio a meio, meio Rosa, meio Lia, meio.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Prova

Lucas,
não tenha medo da prova
ela é tua amiga
ela quer te ajudar
ela quer que você passe
segure-a firme em tuas mãos
olhe bem pra ela
ela sorri pra ti
como a dizer:
-Esse é teu ano,
eu sou a única da tua vida,
não tenha outras,
eu sou ciumenta!
agora vai,
me pega!
me mostra o que você sabe,
me prova que você sabe,
me mostra que você é homem!,
me pega de jeito!,
me esfrega a caneta,
e escreve o que eu quero ouvir,
me ajuda que eu te ajudo,
eu fui feita pra ti.
E eu olho, alegre,
esfrego minhas mãos nela,
sinto a folha em minhas mãos,
olho para as linhas em branco,
para as questões,
sinto seu cheiro de folha nova,
seguro minha caneta,
minha lapiseira, e digo:
-Já que é assim que você quer,
minha amiga,
minha senhora,
você será minha única segunda fase,
e eu serei teu único vestibulando!
você só tem uma vida,
agora me ajuda,
que eu te ajudo!
E vamos nos amar,
para sempre!
...

Assim ele fez a prova, como ela queria, sua amiga, sua amante, ele a teve, sentiu o suor de ambos jorrarem quatro horas em diante, sentiu cada centímetro de suas doces folhas, os delírios das sutilezas nas questões, as dores da caneta, borrando as linhas em branco, o esfregar de grafites nos rascunhos, os tapas de virar folhas, as gotas de água na garganta, os gritos contidos, as certezas e incertezas, no final, um último suspiro de ambos, o de Lucas na respiração, e a da prova, no último fechar de folhas, ele jura que fez seu melhor, a prova, agora calada, intacta, sem dizer mais uma palavra, de gratidão, de dor, ou de tristeza, de insatisfação, muda, muda como o eco, o som da queda da árvore numa montanha desabitada, o silêncio, ele partiu, sem apagar a luz, deixou-a lá, sozinha, não fechou a porta, partiu, sem dizer nada também, seguiu seu rumo, satisfeito, sabendo que fez seu melhor, e isto é o suficiente!, ele partiu...

Isso ocorreu durante três dias...


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Desejos do acaso

Choveu tanto que eu até esqueci que era primavera
Ontem o metrô disse,
Quando eu ia pro cursinho,
De Santana até a USP em meia hora
A partir de março do ano que vem
E eu me mudei pra Santana
E eu estou prestando vestibular
Pra USP
E as aulas de lá começam em março
Mera coincidência?
Não
Mas eu não sou místico
E nem acredito nessas coisas
Mas isso não é uma coincidência
É um sinal
E eu não acredito em sinais
Mas é um sinal que me diz,
Você vai passar na USP
Continue a pegar o metrô pro cursinho
Que você vai passar!
A TV também disse
A propaganda do metrô quer me dizer algo
Mas o Radiohead também...
E a música dizia
"Just 'cause you feel it, doens't mean it's there"
Está o mundo todo querendo falar comigo!
Até mesmo Machado de Assis
Eu vivo dizendo das ideias fixas, desde que li Memórias Póstumas...
E eu vi o filme de Brás Cubas
Justo a parte que ele diz,
... tananã tal ideia fixa do emplasto estava tão presente,
que precisei esfriar essa ideia e tomei uma brisa, ficando doente...
Pois é, querer estudar Relações Internacionais na USP é uma ideia fixa,
e talvez...
Nessas noites que eu durmo, eu sinto tanto! frio! de querer esfriar minha ideia, fiquei gripado...
já é a segunda vez, a outra foi antes da primeira fase!
Um dos meus humoristas preferidos deu uma entrevista no Jô falando que fez RI...

O mundo quer falar comigo...
Mas não acredito em sinais,
e afinal, isso tudo são sinais!

Acreditando eu ou não!

O mundo quer que eu passe no vestibular!


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Brasileiro, o Crítico Nato

O Brasil é um dos maiores país do mundo, considerado entre os economistas, um país em desenvolvimento, um tanto quanto imperialista, concentrando um forte potencial econômico, dando-o o cargo de um dos futuros países mais ricos do globo. Entre tais considerações, pode-se ressaltar sua população tipicamente de classe média, de acordo com as últimas pesquisas do Instituo Getulio Vargas.
Entre essa população crescentemente de classe média encontram-se diversos brasileiros que acabam encontrando no exterior as chances de procurar uma nova vida, locais de estudos, um novo emprego ou até uma forma de adquirir experiências passageiras. E é em tal busca por novas vidas que muitos desses brasileiros acabam se encontrando e fazendo amizade entre si e com estrangeiros de todas nacionalidades. Um assunto típico entre eles é o Brasil, os problemas do Brasil, o que o Brasil difere do suposto país em que vivem, o que difere o povo Brasileiro de seus amigos estrangeiros, e toda essa conversa dividida com seus amigos de fora, que se surpreendem com o número de reclamações de seus para com o próprio país. Tal fato é extremamente corriqueiro entre os brasileiros estudados que vão ao exterior, acentuando-se a criticidade deste povo.
Se há um problema político, que envolva corrupção, descasos governamentais, entre os meios de comunicação pode-se ver explosões de inconformismo, têm-se várias revistas ou telejornais publicando os fatos, comprovando, denunciando e alertando. Têm-se em conversas de bar diversas pessoas comentando o assunto, dizendo mil e uma palavras de inconformismo, lamentações em geral. Se há um problema típico, o governo é o culpado, a pressão vai para o governo, é tudo sempre o governo. Em meio a discussões, há sempre a crítica direta, os males, sempre em pauta. A criticidade é tamanha que nem ao menos existe uma leveza de compreensão para certos assuntos, nesse momento todas as qualidades do Brasil são postas de lado e este país passa a ser o pior do globo. O brasileiro possui a sindrome do pobre homem coitado, onde tudo o que ocorre aqui é ruim. Não é possível ver o lado bom do que ocorre em meio a um turbilhão de criticismo.
Mas em geral, tal atitude caracteriza o povo brasileiro e o diferencia de muitos outros países. E se não fosse tamanha a munição do homem brasileiro, urbano, de classe média, dificilmente seria o Brasil detentor de tamanho potencial, tanto econômico, como político e humano. Os problemas são muitos, em todos os campos, sobretudo no político e social, mas o fato de tal país conter cidadãos tão críticos é uma forte ferramenta para superação de problemas e defeitos corriqueiros existentes. É no criticismo do brasileiro nato que está grande parte do futuro.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

The End

This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I'll never look into your eyes...again
Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need...of some...stranger's hand
In a...desperate land ?

This is the end, Beautiful friend
This is the end, My only friend, the end
It hurts to set you free
But you'll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die
This is the end

Jim Morrison

domingo, 25 de outubro de 2009

Cannonball

Há ainda um pouco do teu sabor em minha boca
É você ainda um pouco enlaçada em minhas dúvidas
Ainda um pouco difícil de dizer
O que está acontecendo...

Há ainda um pouco do teu fantasma,
teu olhar...
Ainda um pouco da tua face,
que eu ainda não beijei
Você se aproximando a cada dia
E eu não posso dizer,
o que está acontecendo...

Pedras
Ensinaram-me a voar
Amor
Este ensinou-me a mentir
Vida
Ensinou-me a morrer
Então, não é difícil cair
Quando se flutua,
como uma bola de canhão...

Há ainda um pouco de sua canção,
em meus ouvidos
Há ainda um pouco de suas palavras,
que eu poderia ouvir
Você pisando mais perto de mim,
ao ponto de eu não ver,
o que está acontecendo...

Pedras
Ensinaram-me a voar
Amor
Este ensinou-me a chorar...
Então venha coragem
Ensine-me a ter vergonha
Porque é fácil de cair...

E eu não quero assustá-la
Não é fácil cair
E eu não quero perder
Não é fácil crescer
Quando você sabe que,
simplesmente não sabe!

Letra original: http://vagalume.uol.com.br/damien-rice/cannonball.html

sábado, 24 de outubro de 2009

Um ateu em crise existencial
Não é fácil
É como andar no metrô
Sem ter onde segurar...

Larguei tudo
Joguei tudo pro alto
Radicalizei

Chega de Inglês
Chega de me enganar
Chega de disfarçar
Indo ao Kung Fu às sextas
E me machucar...

Estou louco
Loucamente louco
Sem pé no chão
Decepções
A aula que deixei de dar
Me entristeceu

Foi o gatilho
Para que minha bala explodisse
Radicalizei

Larguei tudo
Agora sou só eu
E meus objetivos...

Larguei tudo!
Triste
Por dentro alegre
E orgulhoso!

Tomei uma decisão!
Chega de acordar tarde!