Como não sei ler poesia
Da mesma forma que não sei interpretar poesia
E não entendo nada de poesia
Como também não ser escrever poesias...
Ensaios, divulgações de fatos interessantes, cópias de outros blogs, contos, poemas, divagações, cópias, inutilidades, coisas que ninguém lerá, coisas que lerão, intimidades e afins, tudo que for de interesse meu será colocado aqui. Pensamentos meus perdidos e breves (Nada piores), no twitter. Sintam-se à vontade. http://twitter.com/Pascholatti
3 comentários:
Arte é técnica, Lucas. Técnica é 99% dedicação + 1% inspiração (terrena ou divina). Se esse postulado foi cunhado por Einstein quando falava de suas descobertas de Física, deve também caber perfeitamente à poesia.
Trabalhar com a poesia é basicamente trabalhar com a metalinguagem - é criar e recriar sua própria língua (ou ainda línguas estrangeiras, se você for deveras habilidoso no ofício) nos confins da sua memória. Tudo o que os anos trouxeram de descoberta, e inserir uma lógica onde antes não havia nenhuma, e criar (ou não) verossimilhança nos seus versos.
Pode ser tudo falso, mas o importante é parecer ser verdadeiro, real. Pode aludir a um mundo imaginário, a um mundo horrível, pode ter humor, pode ser ora discreta e velada, ora escancarada, bocuda.
Poesia é um mundo como qualquer outro: é preciso observar cada passo dado e ver se estamos na trilha adequada ou não. O período de adaptação pode durar anos.
Muito há o que se escrever sobre o processo de criação poético, mas ele se resume basicamente na fórmula "99% dedicação + 1% inspiração (terrena ou divina)".
Agora, se você me perguntar "Como se faz um poema?". Eu responderia: "Não sei. Só sei que a mente dá um mergulho quântico dentro de si mesma, em busca de pistas e rastos do Real, e não são raras as vezes em que o poeta já não volta o mesmo dessas imersões".
O poeta não só parece um louco, mas é, essencialmente, um louco. Fazer poesias é endoidecer por instantes, horas, dias, variando conforme o tamanho e a densidade do poema. E a questão é criar uma coerência com toda essa loucura rolando solta.
É máxico - como se afirmaria na bela língua galega.
"(...) escreveu o que é mais poema
Que romance, e poema menos
Que um mito, melhor que Vênus."
Bem-vindo ao clube.
Poema é loucura, é desejo, é sonho, realidade... Muitas vezes pessoal. O que me faz pensar que não poderíamos entender de fato, nem que quiséssemos.
Postar um comentário